Fundadores - Mário de Ascenção Palmério


Mário de Ascenção Palmério - Cadeira 20

Biografia

Mário de Ascenção Palmério nasceu em Monte Carmelo, a 1º de Março de 1916.
Filho de Francisco Palmério e Maria da Glória Palmério.
Fez seus estudos secundários no Colégio Diocesano de Uberaba e no Colégio Regina Paris, de Araguari, concluindo-o em 1933.
Em 1935 matriculou-se na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, de onde se desligou no ano seguinte, por motivo de saúde.
Em 1936 ingressou no Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais, sendo designado para servir na sucursal de São Paulo. Seu destino seria realizar obra educacional de maiores proporções e, atraído pelo extraordinário progresso que alcançava Uberaba e toda a região triangulina, em virtude do desenvolvimento da sua pecuária de gado indiano, Mário Palmério deixou São Paulo para abrir na cidade mineira, o Liceu do Triângulo Mineiro.
Fundou em 1947 a Faculdade de Odontologia, em 1953 a Faculdade de Direito e em 1956, a Faculdade de Engenharia. Nessa época já exercia o mandato de deputado federal por Minas Gerais, tendo sido eleito, em 1950, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro, reelegendo-se e exercendo seu mandato até setembro de 1962, quando foi nomeado pelo então Presidente da República João Goulart, para o cargo de embaixador do Brasil no Paraguai, onde permaneceu até 1964, quando retorna ao Brasil.
A exemplo de Graciliano Ramos, estréia na vida literária não propriamente tarde, mas a meio caminho: só aos 40 anos aparece seu primeiro livro, fruto quarentão de aventura intelectual cujo propósito era bem outro, isto é, política. Vila dos Confins nasceu relatório, cresceu crônica e acabou romance, segundo confessa o próprio autor.
Mais tarde, Mário Palmério retornou às atividades literárias escrevendo Chapadão do Bugre, romance para o qual vinha colhendo, desde o êxito de Vila dos Confins, abundante material linguístico e de costumes regionais, o que lhe rendeu toda a crítica, os maiores elogios.
Foi eleito a 4 de abril de 1968, por expressiva maioria, para a vaga de João Guimarães Rosa na Academia Brasileira de Letras, tomando posse na noite de 22 de novembro do mesmo ano. Morou na Amazônia por 9 anos e em 1986, voltou para reassumir a direção da Faculdades Integradas de Uberaba-FIUBE.
Em 1988, assiste em Brasília à assinatura do reconhecimento da Universidade de Uberaba, assumindo a reitoria até abril de 1996.
Veio a falecer em 24 de setembro de 1996, vítima de parada cardíaca, ocasionada por embolia pulmonar seguida de insuficiência respiratória crônica, sendo sepultado, segundo seu desejo, em Monte Carmelo, sua cidade natal.

Obras publicadas:
Vila dos Confins
Chapadão do Bugre



Bibliografia

Paolinelli, Sônia Maria Rezende. Coletânea Biográfica de Escritores Uberabenses. Uberaba (MG): Sociedade Amigos da Biblioteca Pública Municipal “Bernardo Guimarães”, 2009. 149 p


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