Acadêmicos - Ubirajara Franco


Ubirajara Franco - Cadeira 25

Biografia

- Papai, de onde vem o vento? Como se formam os trovões?
Estas desconcertantes perguntas e muitas outras, de semelhante teor, eram sempre formuladas por Ubirajara Franco, ainda criança, eis que aos seis anos de idade, já o intrigavam a força e a beleza dos elementos naturais.
Quase sempre, à tardinha, solicitava aos seus pais, o Sr. Antinarbe Batista Franco e Sra. Magnólia Marra, que o levassem, a fim de observar o crepúsculo, quando o sol deixava seus multicores raios espargirem-se nas serenas águas do majestoso rio Dourados, que circula a sua terra natal, Abadia dos Dourados, no Triângulo Mineiro.
Diziam que ele era uma criança diferente das demais. E era. Contavam que, de certa feita, sem qualquer explicação, deixou o “racha” que jogava na rua com a meninada, saindo correndo e chorando em direção a sua casa. É que a bola atingiu e matou um sabiá que, mais adiante, estava comendo um pedaço de mamão.
Sim, era diferente, ou porque saía sozinho para ficar alguns instantes numa mata ali perto, ouvindo o quase silêncio da natureza; o farfalhar das folhas secas; o cantar de passarinhos; ou porque, sem que os médicos explicassem, de repente, lhe sobrevinha estranho vazio na alma; ou porque atingia o auge da alegria ao deparar com coisas que os outros meninos não davam importância, como naquele dia em que resolveu abrir a gaveta onde havia escondido alguns casulos e se deslumbrou ao ver sair voando borboletas, num festival de cores.
E foi essa criança livre e sonhadora que, aos 12 anos seus pais resolveram internar no Instituto Gammon, da cidade de Lavras, no sul de Minas, um dos mais famosos colégios do Brasil, onde fez o curso ginasial e científico. Lá, ainda menino, a poesia bateu com mais força em sua alma.
O jornal Gazeta de Lavras, publicava seus primeiros versos, como estes do primeiro quarteto de um soneto: - “Do meu tépido lar tenho saudade./
Tenho-a também de minha mãe querida./ Como o luar é triste de verdade, / e nesta dor quão torturante é a vida.”
Concluído o curso científico, transferiu-se para Araguari (MG). Levou em sua bagagem, os conhecimentos que lhe foram ministrados por aquele inesquecível colégio. Naquela cidade formou-se em Contabilidade pela Escola de Comércio Machado de Assis e trabalhou no Banco da Lavoura de Minas Gerais. Participou de dois concursos públicos de oratória, logrando o primeiro lugar em cada qual e foi colunista do jornal ALBOR e da revista VENTANIA, hoje extintos. Lá também obteve várias menções honrosas de sua Academia de Letras. A propósito, obteve o primeiro lugar em um concurso de âmbito internacional, promovido pelo Governo Americano, em tema literário e que deveria ser escrito em inglês, tendo recebido da Embaixada Americana do Brasil, valioso prêmio.
Posteriormente ingressou na área administrativa do Banco do Brasil, tomando posse na cidade de Monte Carmelo, onde foi redator do JORNAL DE MONTE CARMELO. Lá também conheceu a graciosa Lourdes de Fátima Martins Pena, vindo a desposá-la. Ela tem sido a luz de seu caminho, como a descreveu em um de seus poemas, o grande amor de sua vida, ajudando-o em todos os seus afazeres.
Transferiu-se, mais tarde, para Uberaba, onde se formou em Direito pela FIUBE. Graças ao seu excelente currículo no curso de Direito, foi convidado pela alta administração do Banco do Brasil para compor seu quadro jurídico.
Trabalhando em sua área administrativa, teve a sua criatividade cerceada. Já como seu advogado, alargaram-se-lhe os horizontes. Em suas petições, contestações, pareceres jurídicos, não se limitava somente à letra fria das leis, mas avançava mais longe, buscando aforismos outros, quer de escritores clássicos, quer de renomados juristas, filósofos, poetas, etc. Teve oportunidade de defender teses jurídicas que foram publicadas pela Revista dos Tribunais e citadas no Código de Processo Civil Comentado de Theotônio Negrão e que fazem parte do acervo da FEBRABAN. Talvez por isso, a então famosa revista do AFBB, do Rio de Janeiro, incluiu seu nome entre os INTELECTUAIS DO BANCO DO BRASIL. Talvez por isso está fazendo parte, com muita honra da ALTM, com sede nesta maravilhosa cidade de Uberaba (MG).

Obras publicadas:
Retalhos de Saudade – versos
Curva do Tempo – crônicas
Retrato Três por Quatro – versos
O Grito da Terra – versos
Pareceres Jurídicos do Banco do Brasil
Garantia Real por Dívida Alheia – tese jurídica
Pode o Curador Especial, Oferecer Bens à Execução – tese jurídica.


Bibliografia

FRANCO, Ubirajara. O Grito da Terra. Uberaba: Gráfica Pinti Ltda., 2006. (orelha do livro).
FRANCO, Ubirajara. Curva do Tempo. Rio de Janeiro: Editora Vitória Ltda.,1997. P. 11-13. (à guisa de prefácio).
MAMERI, Abdala. Prefácio. In: FRANCO, Ubirajara. Retalhos de Saudade. Araguari: Editora do Jornal Gazeta do Triângulo de Araguari, 1967.
FRANCO, Ubirajara. Garantia Real por Dívida Alheia e Pode o Curador Especial Oferecer Bens à Execução? Revista dos Tribunais. Editora Revista dos Tribunais Ltda. V. 665 de março de 1991, e v.679, maio 1992.






Cadeira nº 25
NomePosição
Rui Barbosa
Patrono
Pereira Brasil
Fundador
Erwin Puhler
01
Ubirajara Franco
Atual

Voltar




© Copyright 2010/2011 - Academia de Letras do Triângulo Mineiro. Todos os direitos reservados.